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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Carta que Nunca te Escrevi


'São muitas as coisas que não tenho coragem para te contar. Muitas as palavras que ficam por dizer, “entaladas” na garganta, que estão cheias de força cá dentro, mas que não têm coragem para sair.
Queres saber porquê? Deve-se tudo ao medo. Tenho medo, porque se te disser o que sinto realmente por ti, é provável que não sintas o mesmo por mim. Tenho medo, de não ser correspondida, medo de nunca poder sentir o teu amor e especialmente, medo de perder a nossa amizade.
Sabes aqueles casais que se vêm na rua? Aqueles namoros que já duram há anos. Namoros que nasceram de amizades e que se tornaram em algo mais. Eles partilham uma paixão enorme, inexplicável, única. São namorados e ao mesmo tempo, grandes amigos. Podem estar na palhaçada como no momento a seguir, aos beijos e abraços. Vivem um amor feliz e forte, que nasceu do nada e que de repente se tornou tudo… Às vezes desejava que também fossemos assim. Podia dar-te tanto amor, podia fazer-te tão feliz… São tantas as vezes que sonho com isto… Mas depois caio na realidade e percebo que nunca se irá tornar realidade.
Gostava de ser mosca, para poder saber se pensas em mim, como penso tantas vezes em ti.
Será que alguma vez te esquecerei? Será que alguma vez deixarei de sentir o que sinto por ti? Eu não sei, só o tempo dirá, mas por agora sei apenas isto… Esta é a “A Carta que Nunca te Escrevi”.'



by: Raquel Costa

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